Imagine se sentir entediado e
entrar na internet para ver alguns vídeos de música. Um te chama a atenção,
chama-se “A mulher mais feia do mundo”. Ao clicar você se depara com um vídeo
de poucos segundos sobre você, com mais de 4 milhões de visualizações e
inúmeros comentários horríveis de pessoas que sequer a conhecem dizendo para
você se matar.
Essa situação aconteceu com a
norte-americana Lizzie Velasquez quando tinha 17 anos. Nascida com
lipodistrofia e a síndrome de Marfan, ela é incapaz de ganhar peso independente
do quanto coma. Aos 26 anos mede 1,57 e pesa menos de 30 quilos. Totalmente cega
do olho direito e com apenas visão parcial do olho esquerdo, cresceu entrando e saindo
de hospitais. Lizzie sofreu bullying toda sua vida, foi vítima da internet,
possui uma condição de saúde delicadíssima e ao invés de seguir os comentários
maldosos que estavam naquele vídeo, resolveu superar seus problemas com o apoio
de sua família.
Estudou,
formou-se em Estudos da Comunicação na Universidade Estadual do Texas, lançou
os livros “Be Beautiful, Be You”; “Choosing Happiness”; é co-autora de “Lizzie
Beautiful, The Lizzie Valasquez story”, e realizou o sonho de se tornar uma
palestrante motivacional. De vítima à ativista Lizzie terá sua jornada contada
no documentário “A Brave Heart: The Lizzie Velasquez Story”, ainda sem data de estreia
para o Brasil.
Lizzie é um
exemplo de superação. Com uma doença rara e sofrendo bullying constantemente ela
simplesmente poderia ter desistido, mas escolheu não deixar que esses problemas
a definissem.
Muitos de nós
não possuímos problemas como os de Lizzie e nos deixamos abater por situações do dia-a-dia. Em um mundo em que as pessoas se acham no direito de disseminar o
ódio e a maldade, precisamos voltar nosso olhar para quem realmente
merece. Precisamos nos perguntar “o que nos define” e ao fazer essa análise
exaltar as qualidades que existem. Histórias de bullying são famosas por
fazerem vítimas e não heróis, mas Lizzie é sim minha heroína!
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